Uma associação de internautas revelou uma "lista negra" com quase 2 400 páginas de Internet proibidas pelo Governo australiano, configurando um nível de censura superior ao que seria de esperar, noticia a agência EFE. De acordo com a lista revelada pelo Wikileaks, entre os sites proibidos, há páginas de conteúdo criminal e pornográfico, assim como páginas relacionadas com religião, homossexualidade, eutanásia e satanismo, entre outras. Mas na "lista negra" do Executivo australiano há sites "Web" inofensivos como operadores turísticos e até um dentista.
Até agora, a lista era secreta e era distribuída aos operadores de Internet, para que as incluíssem nos seus filtros de segurança. O objectivo era impedir o acesso a pornografia e a outros conteúdos considerados sensíveis, embora o Parlamento australiano não tenha aprovado nenhuma lei nesse sentido.
Há uma semana, a organização Repórteres Sem Fronteiras incluiu a Austrália na sua lista de "doces inimigos da Internet" pelo controlo e a censura que exerce sobre a Rede.
A "lista negra" australiana inclui um total de 2 395 páginas, mas as autoridades querem elevar a cifra até às 10 mil páginas.
Na Austrália, quem aceder a pornografia infantil através da Internet arrisca uma pena de 10 anos de prisão prevista por lei.
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